LOVE AT SCHOOL

Um blog sobre o amor na escola…

Regras para viver a dois 03/23/2009

Arquivado em: Love at School — cristinamartins @ 21:17
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Ainda não é caso, at school, mas como a aprendizagem se faz lá….hoje vou falar de regras para viver a dois…Segundo Wolfgang Lind, meu colega de faculdade e terapeuta familiar, não existem fórmulas infalíveis. Mas alguns gestos podem fazer a diferença, num casamento.

Negociação. Deve haver uma dialéctica saudável entre a aproximação e o afastamento, haver espaço para o casal e espaço para a pessoa. “O problema é que muitas pessoas abdicam disso, quando deve haver um compromisso mútuo para que sejam cumpridos os desejos de um e de outro, para que o espaço individual seja sempre respeitado.”

Balanço entre a limitação exterior e o casal. Este não se deve isolar dos antigos amigos, “devem criar-se novos núcleos de contacto com o espaço exterior (amizades, actividades partilhadas ou não), que trazem energia ao casal para que este se mantenha saudável”.

A comunicação. Deve partilhar-se, conversar sobre o que se passa todos os dias, “espontaneamente, para não haver interrogatórios”. Saber o que o outro deseja, as suas dificuldades e necessidades. “Temos de falar com o nosso parceiro com um interesse genuíno em fazê-lo – o que é mais difícil para os homens – porque não está escrito nos nossos olhos.”

Verbalizar os sentimentos. É preciso dizer que se gosta do outro, ele não adivinha, o amor não cai de pára-quedas, temos de o cultivar. Devemos partilhar gostos, sentimentos, hábitos, mesmo críticas, mas deve sublinhar-se que não é pelos defeitos do outro que a relação pode estar em causa. Deve haver rituais, são o que cola a família: fazer reuniões, ir beber a bica de manhã, todos os sábados, por exemplo. São rituais de estabilidade e segurança que previnem desequilíbrios.

A ideia do casamento com base na paixão é relativamente recente na História. Hoje, no mundo ocidental, partimos do princípio de que casamos quando estamos apaixonados. O casamento é baseado na paixão que é, por definição, o olhar para nós próprios”, diz o especialista. “Por isso, temos dificuldade em olhar para o outro, para os seus desejos, e não cuidamos dele. Ele é quem me serve, é a fonte de satisfação dos meus desejos: sexuais, materiais, de amizade, de ajuda e companheirismo. Não há mutualidade. É uma atitude típica da sociedade de consumo, como a que temos, por exemplo, com o nosso carro: quando me agrada, tudo bem; quando me dá problemas, compra–se outro. O mesmo acontece com o parceiro: quando ele não satisfaz as minhas expectativas, já não me serve.” A experiência de Wolfgang Lind em terapia de casal revela que os casais mais novos, quando as coisas correm mal, optam por esta solução – a mais fácil, na aparência.

A regra, hoje, é não haver regra, porque a bitola do passado já não existe. Actualmente, ninguém diz como deve ser um casamento feliz. Cada casal tem de encontrar a sua fórmula, “como um jardineiro que tem de olhar pelo seu jardim: conhecer o terreno, as plantas, investir, semear, cuidar. É o olhar para o outro. As relações devem ser 1+1=3, isto é, o eu, o outro e o nós. É um investimento precioso que se dá ao amor e que também encerra o seu grande mistério”. Para o psicólogo, o estímulo é o segredo para a chama da paixão não desaparecer: “Ela ganha novas formas, novos sabores.”

Outro dos grandes problemas dos jovens casais são as altas expectativas que têm em relação ao casamento. Imaginam uma história cor-de–rosa, quando este é um passo que exige um certo realismo, “uma grande formulação, uma negociação contínua”. O futuro é sempre um enigma, recorda Wolfgang Lind. “Se pensarmos muito se vai funcionar ou não, escapa-nos o momento. Ortega y Gasset dizia: ‘Andando se hace el camino’.” Para ele, a tentativa é sempre a primeira via. Só não vale a pena quando a indiferença mina o terreno do casal.

Todos os casais vivem ciclos que obrigam a repensar a relação e podem, por seu lado, gerar desentendimento. Por isso, as separações são mais prováveis “imediatamente depois do casamento, sete anos passados, após o nascimento dos filhos, e quando estes saem de casa”, explica o psicólogo.

Equilíbrio na luta de poder. É importante partilhar tarefas, tomar decisões concertadas e alternantes. “Devemos ter a sensação de que podemos dar ao outro e a sensação de que precisamos do outro.”

Pesando os prós e os contras, para Wolfgang Lind, o casamento ganha sempre mais pontos. Enuncia estudos que mostram que o casamento “fortalece o sistema imunológico, aumenta a longevidade e previne as depressões, principalmente no caso masculino. É benéfico para a saúde mental, porque temos alguém para cuidar de nós e o sentimento de sermos úteis a alguém”. Segundo o especialista, as pessoas que vivem relações esporádicas estão muito mais sujeitas a desequilíbrios do foro psicológico. O casamento tem um impacto positivo na sua prevenção e os estudos provam que esse peso é maior do que o do sucesso profissional ou da posse de bens materiais.

“As pessoas julgam que, ao não casarem, estão mais livres. Mas, na verdade, estão mais sós”, afirma o psicólogo.

A solução para o casamento será então acompanhar os novos tempos e as novas mentalidades. Balizar-se numa renovação de valores que são a estrutura dos sentimentos. Agustina Bessa-Luís escreveu, em Fanny Owen: “O amor precisa de muitos sacrifícios para inventar a sua originalidade.” Jamais perfeito, só resta ao casamento reinventar-se no seu projecto de romantismo. E na verdade, nenhuma das jovens entrevistadas o excluiu dos seus sonhos futuros, principalmente quando se fala de filhos. Idealizado ou desacreditado, o casamento continua a ser o símbolo social do amor, a que Natália Correia chamou “a dinâmica do desentendimento”.

 

Violações… 03/17/2009

Palavrão hediondo, este, que dá título a este post..

De acordo com o Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora o seu significado é, ao nível do Direito:

“crime cometido por quem constranger ou obrigar outra pessoa a sofrer ou praticar relações sexuais, por meio de violência, ameaças ou após a ter posto na impossibilidade de resistir; estupro.”

Escolhi o plural da palavra porque este crime hediondo pode, e é, geralmente, praticado de diversas maneiras.

Estas “violações” são também, frequentemente, repetidas. Às mãos da mesma pessoa (ou de outras), entre paredes de instituições públicas, no caminho para casa, em locais desertos ou onde há pessoas que passam e nada vêem, rapazes e raparigas são vítimas do medo, da curiosidade, da inocência e do descuido de pais que, atarefados, não reparam, não vêem… São também vítimas da vergonha e do receio de falarem, de pedirem a alguém que os proteja. Temem sofrer castigos, serem acusados disto ou daquilo… Têm vergonha e medo. São vítimas às mãos de pessoas depravadas que se aproveitam da sua inocência e lhes roubam um pedaço da sua inocência, da sua alegria.

Silenciosamente, em sofrimento, muitos jovens, raparigas e rapazes, sim, eu disse rapazes, são violados  e calam o seu sofrimento. Este é um flagelo que é necessário combater.

Aqui podes encontrar o site do Projecto V!!!, uma entidade que presta ajuda em caso de necessidade. E também podes telefonar para o 144 (chamada grátis), caso precises de ajuda ou saibas de alguém que precise.

O amor não se rouba, dá-se e, quase sem darmos por isso, somos presenteados com o seu livre retorno.

 

AS RELAÇÕES AMOROSAS 03/03/2009

Arquivado em: Love at School — cristinamartins @ 23:01
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As primeiras relações amorosas podem ser muito intensas.

São experiências inigualáveis.

Aquela é a pessoa.

Quando finalmente conseguiste conquistar o tal rapaz…

Falaste com aquela rapariga… a tal!!

Tiveste a coragem de a convidar para ir ao cinema, ou vais sair com ele no sábado à tarde.

Perdeste a timidez por uns instantes, apanhaste as amigas dela ausentes por um minuto e lanças um sorriso bonito, carinhoso e inventas um irónico e simpático Olá, as tuas amigas abandonaram-te…é tão difícil falar contigo sozinha.

Ou finalmente apanhaste o teu vizinho a entrar no prédio e Olá, sabes que ouvimos o mesmo género de música…E voilá !!!

Conversam, trocam mails, emprestam livros. Vão juntos no autocarro, aproveitam todos os minutos para estarem sozinhos, inventando mil e um pretextos. Descobrem que estão apaixonados um pelo outro e até, com alguns receios, já conseguem falar disso…

O mundo lá fora pouco importa quando estão juntos. Os amigos ficaram lá atrás…longe, mesmo que estejam sentados na mesa ao vosso lado. Vocês estão suspensos num olhar que dura eternamente. Quando, com algum receio, se tocam, acariciam explodem as emoções, o desejo.

Vais para casa em pulgas pelo dia seguinte.

A voz dos teus pais está longe, flutuas… A escola, o teu dia – a – dia, as complicações de ontem dissiparam-se.

Passo a passo a vergonha esfuma-se, as brincadeiras e os cochichos dos amigos são menos frequentes.

Já não é novidade, a Joana namora com o Pedro, o David anda com a Filipa. O Miguel gosta do Luís, a Patrícia sente-se atraída pela Catarina. Ou será o Pedro que ama o David, Joana que se apaixonou pelo Luís e o Miguel que andas atrás da Patrícia? As carícias não tem nome, o amor não tem sexo e as relações amorosas são encontros de desejos e pessoas.

Já não têm vergonha de dar as mãos em público. Trocar carícias, beijos e abraços. Sozinhos descobrem o corpo um do outro. Descobrem o prazer do toque, das carícias, das bocas e dos beijos. Saboreiam as sensações e conversam sobre ir mais longe, sobre a primeira relação sexual. São cúmplices, completam-se, conhecem-se melhor do que ninguém.

Esta é uma etapa repleta de surpresas, de experiências fascinantes. Cada momento deve ser vivido em pleno. Cada minuto saboreado até ao último segundo. Sem pressas ou ansiedades, sem correrias e pressões.

Por vezes os amigos ainda te causam mais ansiedade, as amigas querem novidades… então já dormiste com ela…ou, como foi? Tens vontade dizer que não é assim, tudo tem o seu tempo e que esta fase não é uma passagem para a relação sexual.

Uma relação amorosa não é um preliminar do sexo. É uma descoberta a dois, do corpo, do desejo, da excitação sexual, do carinho, da ternura, dos afectos.

Um caminho, às vezes, sem direcção. É crescer, ser feliz, amar, ser amado… É prazer, desejo, excitação…

Partilha connosco se já sentiste isto…

 

A EDUCAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA 02/28/2009

Arquivado em: Love at School — João Pinheiro @ 15:45
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Passou, na passada Quinta-feira, na SIC, um programa sobre a tão esperada educação sexual na escola. Foi mais um programa televisivo, do qual se destacou a necessidade de a instituição escolar fazer algo para colmatar ou complementar o que deve ser a verdadeira educação sexual – aquela feita pela família.
Nós, aqui, concordamos com essa perspectiva e também com a necessidade de todos estarem informados e verem esclarecidas as suas dúvidas relativamente a assuntos relacionados com a afectividade/sexualidade, de modo a não serem vítimas de tabus, de mitos ou de preconceitos. Só assim cada um pode tomar as suas decisões de forma coerente e consciente, evitando situações em que podem ser forçados ou pressionados a agir desta ou daquela maneira. A informação é o único modo de combatermos a irresponsabilidade e de cada um desenvolver uma atitude correcta perante esta problemática. Por isso, questiona e informa-te, recorrendo às ferramentas que (felizmente) tens à tua disposição.

 

HISTÓRIA DO PRESERVATIVO 02/17/2009

Para os curiosos, e para todos os outros, aqui fica a história do preservativo em português, inglês, língua na qual se chama condom, e em francês, capote.

 

E… QUEREM SABER COMO SE FAZEM OS PRESERVATIVOS?! 02/15/2009

Como se fazem? Como se testam? Como se embalam? Encontrarás a resposta a estas e a outras questões curiosas sobre os preservativos neste pequeno filme.



E é assim que da seiva de uma planta se fazem as borrachinhas que ajudam a humanidade no combate contra as DSTs/ISTs, como a SIDA, entre outras, bem como no planeamento familiar. :-D

 

Sexualidades 02/13/2009

Arquivado em: Love at School — Isabel Pinheiro @ 16:30
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Um site muito completo sobre tudo o que se relaciona com a sexualidade: www.sexualidades.com. Dá uma espreitadela.

 

DIA DOS NAMORADOS… 02/10/2009

Aproxima-se, a passos largos, aquele que muitos jovens consideram como sendo um dia muito importante: o dia dos namorados ou de S. Valentim. Se estás à espera dele para dares uma prenda especial a alguém, não te esqueças de o fazer com muito amor, carinho e consideração por essa pessoa tão especial. Se a comemoração prevista for mais especial ainda, então não te esqueças que uma gravidez indesejada não é prenda que se queira dar a alguém… E, já agora, se não sabias, o preservativo pode evitar dissabores complicados de resolver. E é tão simples… Se não sabes como o usar, vê este pequeno filme. Por curiosidade, porque o preservativo feminino não se vende em Portugal, apesar de se poder comprar pela Internet, podes ver como ele se usa neste filme. Ama responsavelmente e sê feliz! :-D

 

R U THINKING? (ARE YOU THINKING?) 02/10/2009

Arquivado em: Love at School — João Pinheiro @ 12:12
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O site r u thinking? é um site muito interessante, inglês, com muita informação clara e objectiva, dirigida aos jovens, e faz uma abordagem da sexualidade do ponto de vista dos rapazes e das raparigas. Dá uma olhadela… Vais ver que vais ficar com vontade de melhorar o teu inglês. :-D

 

Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina – 6 de Fevereiro 01/30/2009

Arquivado em: Love at School — João Pinheiro @ 16:07
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O próximo dia 6 de Fevereiro é o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina. Esta é uma violação dos direitos fundamentais de qualquer rapariga que sofre esta agressão. Se puderes, faz alguma coisa contra esta barbaridade. Revoltares-te já é um bom princípio. Por isso revolta-te e passa a informação.

Podes encontrar muita informação clicando aqui, aqui e aqui.